Atividade física e saúde tratados de forma simples e irreverente

Frase da semana: "Obstáculos são aqueles perigos que você vê quando tira os olhos de seu objetivo."
( Henry Ford )


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terça-feira, 19 de maio de 2009

Suplementos vitamínicos são realmente necessários?

Hoje em dia muitos tentam resolver diversos problemas relacionados à saúde com "pílulas mágicas", como vemos aos montes em comerciais na televisão e por aqui, na internet.


Mas vamos falar um pouco sobre uma dessas pílulas: os suplementos vitamínicos.

Muitos utilizam quando não tem uma dieta nutritiva, ou porque praticam atividades físicas e não acham suficiente o que comem para renderem bem em seus treinos, para prevenir e tratar diversas doenças... A visão de que não ocorrerá nenhuma reação adversa, ou não é necessário consultar um médico ou nutricionista para avaliar a real necessidade do uso de um multivitamínico é algo comum na sociedade.

Na bula da maioria destes multivitamínicos diz que são indicados em dietas restritivas ou inadequadas, e estados de desnutrição. Você vai me dizer: mas me alimento mal, só como "fast-foods", não como salada, legumes... aí seria uma boa usar um multivitamínico para compensar não? A resposta: depende do caso e principalmente de uma avaliação médica ou nutricional para afirmar isso.

Outro questionamento que muitos tem para não se preocuparem em procurar orientação profissional: mas vitaminas não fazem mal, pois nosso organismo precisa delas para um bom funcionamento! Porque então tenho que ir ao médico ou em um nutricionista para isso? Garanto que tal pensamento é errado!

O excesso de vitaminas pode sim causar diversos problemas de saúde (veja aqui, aqui, aqui, aqui)! E atrapalham também na absorção de outros nutrientes (veja aqui e aqui)!

Sei que é tentador um comprimido que possa nos trazer tantos benefícios à nossa saúde. Eu mesmo já cai nesta tentação. Muitas propagandas de produtos do gênero e os próprios produtos nas prateleiras das farmácias vendem isso. Parece uma solução tão simples para melhorarmos a nossa saúde, e ainda de fácil acesso (não necessita de receita médica para comprar).

Mas o melhor para nós neste caso é consultarmos um médico e/ou nutricionista para uma avaliação da nossa real necessidade de nutrientes através de exames laboratoriais, para aí sim prescreverem o que realmente nosso corpo necessita.

As vezes uma adequação não muito radical em sua dieta será muito mais saudável, trazendo também benefícios para quem tem problemas com a balança!

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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

60% das dietas não têm aval médico

Pesquisa da Secretaria do Estado da Saúde aponta que a maioria das pessoas reduz a alimentação por conta própria


Tisa Moraes A menos de dois meses do início do verão, a pressa para conquistar um corpo perfeito ou mesmo perder alguns quilos indesejáveis, muitas vezes se torna inimiga da saúde. Para atingir o objetivo, muitas pessoas lançam mão de dietas nem sempre confiáveis publicadas na Internet e divulgadas de boca em boca ou então se deixam seduzir por cápsulas milagrosas vendidas sem recomendação médica.

A dona de casa Rita de Cássia Soares Barreto de Freitas, 26 anos, nunca tomou remédios para emagrecer, mas recorre a artifícios um tanto quanto radicais para conseguir eliminar alguns quilinhos. “Quando quero entrar em uma roupa que está apertada, fico sem comer nada durante uns três dias. Fazendo isso, consigo perder um quilo por dia e a roupa acaba entrando”, revela.

Quando não está disposta a encarar a ‘dieta do zíper na boca’, Rita corta todos os carboidratos e, segundo ela, consegue emagrecer cinco quilos em uma semana. “Faço dieta por conta própria desde os 13 anos, porque dieta indicada por médico dura muitos meses e a gente perde pouco peso”, destaca.

Uma pesquisa recente mostrou que esse grupo dos que não procuram a orientação de um médico ao fazer uma dieta corresponde a 60% dos brasileiros de classe alta e média (A, B e C). O estudo, realizado pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, da Secretaria do Estado da Saúde, verificou que entre 1.500 pessoas residentes em oito capitais brasileiras, 283 (19%) faziam dietas. Desse total, apenas 114 (40%) consultaram um médico sobre como se alimentar para perder ou ganhar peso. Segundo especialistas, uma dieta por conta própria pode até surtir efeito, mas envolve muitos riscos.

Mudança de hábito

A endocrinologista Cibele Cabogrosso diz que a dieta sem acompanhamento de um endocrinologista ou de um nutricionista pode apresentar resultado a curto prazo, mas não de maneira saudável. Nesses casos, a tendência é que o peso eliminado seja recuperado rapidamente. “O mais importante é a mudança dos hábitos alimentares. Não adianta restringir a alimentação durante uma semana ou um mês, porque essas dietas apresentam deficiências de proteínas e vitaminas”, explica.

De acordo com a médica, somente o profissional da área está habilitado para estabelecer um plano de dieta individualizado, que contemple o ritmo do metabolismo e as preferências alimentares de cada pessoa. Respeitando o perfil de cada indivíduo, as chances de a dieta ser bem sucedida são muito maiores.

É também somente com o acompanhamento de um nutricionista ou endocrinologista que o paciente poderá realizar exames clínicos e laboratoriais, que irão diagnosticar possíveis causas do excesso de peso e indicar a seleção dos alimentos que irão compor a dieta. “Muitas pessoas têm diabetes e não sabem. Com uma dieta errada, ela pode descompensar essa doença. Somente com os exames é que se torna possível avaliar as taxas de colesterol e de glicose para determinar uma dieta adequada”, explica.

A endocrinologista diz que, ao contrário do que a dona de casa Rita imagina, ficar muito tempo sem comer não é uma boa tática para emagrecer. “É importante dividir as porções ao longo do dia porque, no jejum prolongado, o organismo entende que há escassez de alimento e tenta reter o máximo de energia”, afirma. “Além disso, depois do jejum, a pessoa está com fome em excesso e acaba optando por comidas mais gordurosas”, conclui.

Segundo ela, para emagrecer, além de procurar um profissional de saúde, é aconselhável diminuir a quantidade de gorduras na alimentação, moderar a ingestão de carboidratos, evitar o consumo de açúcar refinado, sempre associando a dieta à prática de atividades físicas.


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Moderadores

A ingestão de medicamentos moderadores de apetite pode ser indicada por médicos para o controle da obesidade em alguns casos específicos, devendo funcionar apenas como um coadjuvantes no tratamento. De acordo com a endocrinologista Cibele Cabogrosso, a prescrição das cápsulas é individualizada e depende de uma avaliação clínica apurada.

Utilizar esse tipo de medicamento sem a orientação de um profissional habilitado pode representar riscos graves à saúde. “Tomados em dose elevada, eles podem alterar a freqüência cardíaca, aumentar a pressão arterial e até mesmo provocar um quadro de depressão”, alerta a endocrinologista. “Até mesmo os medicamentos ditos naturais, vendidos pela televisão, não devem ser tomados indistintamente”, finaliza.


Fonte: http://www.jcnet.com.br/editorias/detalhe_bairros.php?codigo=116083


Está mais do que claro os riscos de se iniciar uma dieta sem acompanhamento de um profissional da área e que todo o sacrifício e peso perdido que você teve no período de sua dieta é passageiro.

A melhor forma de se manter um peso ideal e com saúde é ter um acompanhamento de um nutricionista e/ou médico endócrino com relação à dieta e realizar um programa de atividades físicas, orientado por um profissional de Educação Física.

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A ciência de comer bem

Matéria publicada na revista Superinteressante em setembro/2004. É um pouco longa mas vale a pena ler até o final para quem se interessa pelo tema!


Saiba tudo sobre os alimentos que podem transformar seu prato - e salvar sua vida.


Nada é mais importante do que comida: 80% das doenças de coração, 90% dos casos de diabetes e 70% dos casos de alguns tipos de câncer podem ter uma ligação estreita com hábitos de vida e alimentação. Dieta inadequada é uma das duas maiores causas de morte no mundo, junto com o tabaco. E uma dieta saudável tem influência positiva em todos os aspectos da vida. Comer bem é fundamental. Mas... o que é comer bem?

Informações sobre nutrição estão em toda parte. Hoje, quase toda embalagem no supermercado contém uma tabela cheia de números pequenos, além de letras grandes anunciando "50% menos disso", "50% mais daquilo". Novidades médicas sobre alimentação são alardeadas nas revistas e nos jornais com a mesma freqüência com que você almoça, e o prazo de validade delas é quase sempre menor que o de uma caixa de leite. Dietas novas surgem como relâmpagos, sempre desmentindo o que a anterior dizia - e impulsionando a venda de uma porção de livros.

É claro que o acesso às informações é uma vantagem. Mas a confiança que depositamos em cada novo estudo é desproporcional. Faz só meio século que os cientistas começaram a investigar os efeitos da dieta em humanos e a maioria das pesquisas divulgadas com barulho não comprova a eficiência de uma dieta ou um alimento. No máximo, demarcam um ponto de partida para pesquisas mais aprofundadas. A dura realidade é que os cientistas provavelmente têm mais dúvidas que certezas quando o assunto é dieta.

E o pior é que muitos de nós nos aproveitamos dessa bagunça para comer errado. "Enquanto pudermos culpar um estado de confusão geral, não temos que nos responsabilizar pelo tamanho de nossas cinturas", escreveu a jornalista americana Christine Gorman na revista americana Time. É como se tudo fosse culpa dos cientistas, que não chegam a um acordo.

Temos então duas notícias para você - e, como de costume, uma é boa e outra é ruim. A boa: apesar de discordarem, cientistas sabem o suficiente para que você consiga comer de maneira saudável. Grãos integrais e vegetais variados fazem bem. Achar que não existe refeição sem bife faz mal. Comer pelo menos três vezes por dia faz bem. Basear a dieta em arroz branco e açúcar faz mal. Fazer da refeição um ritual tranqüilo e prazeroso faz bem. E, definitivamente, comer demais faz mal.

A notícia ruim é que você pode esquecer a desculpa de que você come errado por causa da confusão que cerca o assunto. Ela não cola. Você é o maior responsável por sua dieta e certamente vai arcar sozinho com as conseqüências dela, mais cedo ou mais tarde. Melhor então saber o que está fazendo. E então, vai comer o quê?

E vai comer quanto?

Rodízio ou à la carte? Quando uma das perguntas mais fundamentais da vida moderna pega você sentado à mesa de um restaurante japonês, não há dúvida. Quase ninguém é capaz de trocar o coma-o-quanto-quiser pelas modestas porções de seis rolinhos, mesmo sabendo que, no rodízio, os sushis são preparados de forma tão mecânica que fariam corar o oriental mais amarelo. Tudo bem, ninguém se importa com detalhes quando pode comer por quanto tempo o estômago agüentar.

Quando a refeição termina, você devorou algo perto de 350 gramas de carboidratos, 40 gramas de proteína, 30 gramas de gordura e 1 800 calorias. Um jantar que daria para nada mais nada menos que quatro pessoas. "O principal problema hoje é que estamos comendo demais", diz o médico americano James Hill, diretor do Centro de Nutrição Humana, da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos.

Moderação é a palavra-chave quando o assunto é alimentação. O problema é que moderação pode significar coisas muito diferentes para pessoas diferentes. E, por isso, o único jeito eficiente de controlar o quanto comemos continua sendo prestar atenção nas famigeradas calorias - do mesmo modo que o único jeito de economizar na conta de luz é controlar o consumo de energia elétrica ao longo do mês. Caloria é o nome dado à unidade de medida de energia térmica. Para saber o quanto as calorias influem no nosso peso, a conta é simples. Pegue o quanto de energia você põe para dentro (X) e o quanto de energia você gasta (Y). Se X é maior que Y, você engorda. Se X é menor que Y, você emagrece. Se X é igual a Y, você se mantém no peso.

É verdade que alguns fatores podem interferir no processo. Os genes, por exemplo. Além disso, o corpo pode ajustar a variável Y em algumas situações e gastar menos energia do que o normal. Se você passa um longo período comendo pouco (X baixo), seu corpo entende que está numa época de escassez e reduz o ritmo do metabolismo para gastar menos energia (tornar Y tão baixo quanto X). Assim, se você comer de repente algo mais calórico, como um chocolate, tende a engordar mais facilmente. Ou seja, dietas radicais e repentinas podem aumentar a tendência a engordar.

O problema dessa equação é que, nos dias de hoje, as pessoas simplesmente não são capazes de se exercitar com a mesma compulsão com que comem. X fica sempre maior que Y. É provável que essa nossa compulsão por comida seja genética - nossos ancestrais aprenderam a comer tudo o que estivesse disponível, para criar reservas e suportar as épocas de escassez. A diferença é que comida disponível era coisa rara há milhares de anos e é uma constante hoje.

A oferta, além de incessante, é cada vez mais democrática. Se, até poucos anos atrás, você tinha que resistir apenas aos biscoitos de morango ou chocolate, agora há os de capuccino, baunilha, frutas vermelhas, chocolate alpino, frutas cítricas... Sempre haverá algo engordativo que se encaixe no seu gosto. Os tamanhos das porções também acompanham nosso instinto ancestral por fartura - e nosso instinto, bem atual, por barganhas.

Nas lanchonetes ou supermercados, você pode levar o dobro de refrigerante por apenas 20% a mais do preço. E a lógica do rodízio faz com que porções à la carte se tornem um péssimo negócio. Enquanto investimos em pechinchas, nossas artérias e corações pagam a conta. Para você ter uma idéia, estamos comendo 230 calorias por dia a mais do que comíamos na década de 70. Para não ganhar peso, teríamos que aumentar proporcionalmente o gasto de energia. E o que fizemos? Fomos ficando cada vez mais sedentários.

Isso significa que é preciso levar a sério a instrução "coma menos" - mesmo que você esteja satisfeito com o ponteiro da balança. À medida que envelhecemos nosso corpo precisa de menos comida para realizar as mesmas atividades. E, ao que parece, engordar quando adulto é um problemão. Dois estudos de longo prazo realizados pela Escola de Medicina de Harvard mostraram que homens e mulheres que engordaram de 5 a 10 quilos depois dos 20 anos têm três vezes mais chance de desenvolver doenças cardíacas, hipertensão e diabetes do que aqueles que engordaram 2 quilos ou menos.

Uma boa dica para evitar que você coma em excesso é restringir as opções. "Quanto mais variedade temos, mais comemos. Isso funciona para qualquer espécie testada", diz Susan Roberts, professora de nutrição da Universidade Tufts, em Boston. Se você come em restaurantes self-service, sabe do que Susan está falando. É quase impossível escolher apenas uma opção quando há pizza, nhoque à bolonhesa e lasanha vegetariana. Nessas horas, lembre-se: você tem que fazer algum esforço.

Para controlar a ingestão de calorias, determine - com a ajuda de um médico - uma média que você deve consumir por dia. A Anvisa, agência do governo brasileiro que cuida da vigilância sanitária, recomenda 2 500, uma quantia considerada alta por muitos nutricionistas. A Pirâmide de Alimentação, criada em 1992 pelo Departamento de Agricultura americano e que se tornou referência mundial, recomenda 2 800 por dia para homens e adolescentes ativos e 2 200 para mulheres ativas e homens inativos. Mulheres inativas não precisam de mais que 1 600 calorias.

Alguns truques podem ajudar a reduzir quantidades - e, assim, as calorias ingeridas. Use um prato menor. "Ele vai ficar cheio mais rápido e obrigar você a parar de comer", diz o médico Walter Willett, que coordena a Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard. Evite se servir mais de uma vez e comece com saladas. Ao contrário do que sua mãe falava, "estrague" seu apetite antes das refeições. Coma pequenos lanches ao longo do dia - frutas ou castanhas. Outra boa sugestão é começar o almoço ou jantar com uma tigela de sopa (sem creme de leite). Estudos recentes sugerem que a textura e a consistência da sopa mantêm o apetite controlado enquanto outros líquidos, como sucos, não ajudam nessa tarefa. O médico Willett dá outra dica preciosa: "Não precisa cortar a sobremesa. Basta dividi-la. A quantidade de gordura e caloria em uma fatia de torta doce é suficiente para a uma família inteira".

E preste atenção nos rótulos. Geralmente, os números que aparecem nas embalagens se referem a porções bem menores do que as que imaginamos à primeira vista. Por exemplo, o rótulo de um chocolate pode indicar que uma porção do alimento tem 230 calorias. Se você ler com atenção, vai ver que uma porção são 15 gramas, e não as 30 da barrinha. Ou seja, no chocolate todo há nada menos que 460 calorias.

Pouco, mas com prazer

Equações, variáveis X e Y, meia porção, contar calorias... Agora que você entendeu tudo, esqueça. Se você se tornar compulsivamente preocupado, não vai conseguir manter uma dieta saudável. "Calorias contam, mas você não precisa contar cada uma delas", diz Willett, autor de Coma, Beba e Seja Saudável, livro que se tornou uma bíblia da alimentação saudável nos Estados Unidos. Se comer virar um suplício recheado de números e cálculos, é bem capaz que você passe a odiar as refeições. E aí vai bastar aparecer um problema na sua vida para você descontar tudo em si mesmo - comendo sem controle. Isso é exatamente o contrário do que os médicos querem.

Desde muito jovens aprendemos que quem nos ama nos dá comida. E, se nos ama muito, nos dá muita comida. Está aí um dos motivos pelos quais não conseguimos nos manter por muito tempo em dietas. Dieta é a privação do prazer, daquilo que amamos mais.

Portanto não adianta ser radical. Nas duas próximas semanas, descubra a quantidade de calorias das porções que você consome com freqüência. Duas colheres de sopa de arroz branco, por exemplo, têm 105 calorias; um bife de frango pequeno grelhado, 160. (Confira outros exemplos na página 65. O Ministério da Saúde está investindo na elaboração de uma tabela completa. A partir do dia 24 de setembro, ela vai estar disponível no endereço www.unicamp.br/nepa/taco) Ajuste-as para que se encaixem na sua média de ingestão diária. Essas duas semanas de treino vão ajudar você a entender a lógica das calorias. A partir da terceira semana, use apenas o bom senso.

Um estudo americano chamado Registro Nacional de Controle de Peso, que investiga os hábitos de 3 mil pessoas bem-sucedidas nas dietas que fazem, descobriu que três dos quatro pontos em comum entre elas estão diretamente ligados ao estilo de vida: todas monitoram com freqüência seu peso e o consumo de comida, todas se exercitam por mais de uma hora todos os dias e nenhuma pula a primeira refeição do dia, o café da manhã. "Não é que o café da manhã emagreça. Mas, em geral, quem toma café da manhã tem uma alimentação mais equilibrada ao longo do dia. É isso que faz a diferença", diz a endocrinologista Annete Abdo, integrante do Projeto de Atendimento ao Obeso, ligado à USP.

Cuidar da alimentação precisa ser algo prazeroso. E isso significa que o sabor não deve ser sacrificado. "É impossível se alimentar só de coisas que você acha horrível", escreveu o médico Andrew Weil no livro Alimentação Ideal para uma Saúde Perfeita. Weil acredita que o ditado "tudo o que é bom engorda" não poderia estar mais longe da verdade. E você vai ver que ele tem razão se decidir se divertir enquanto se alimenta. Procure explorar novos sabores, usar temperos diferentes, experimentar frutas ou folhas que você nunca comeu antes. Use sua inclinação para barganhas quando tiver que escolher entre uma refeição feita em casa ou uma comprada de uma lanchonete ou restaurante: comer em casa é muito mais barato. E você pode controlar os ingredientes usados, além de descobrir um passatempo relaxante e saudável.

Gorduras x carboidratos

Quarto ponto em comum entre os 3 mil "dieteiros" bem-sucedidos: todos limitam a ingestão de gordura. E é aqui que mora o maior dilema nutricional da atualidade: qual é o vilão da dieta moderna? Gorduras ou carboidratos?

Desde 1950, médicos de todo o mundo tentam encontrar diretrizes confiáveis para conter a expansão de barrigas e cinturas. Nos anos 60, pesquisas indicaram que a gordura aumenta a taxa de colesterol e facilita a obstrução das veias. Assim, ela se tornou o inimigo número 1. Bacon e manteiga, nozes e azeite de oliva foram banidos do cardápio ideal. Milhões de pessoas em todo o mundo seguiram as recomendações e os fabricantes de alimentos estamparam "sem colesterol" ou "50% menos gordura" nos mais diversos produtos. Para matar a fome, muita gente aumentou o consumo de carboidratos.

E o que aconteceu? As cinturas continuaram crescendo. Nos Estados Unidos, segundo o Centro Nacional de Estatística de Saúde, a taxa de obesidade pulou de 13% (nos anos 60) para 22% (em 80). E países que consomem muita gordura, como França e Grécia, têm taxas de obesidade e de ataques cardíacos menores que os americanos.

Em 1972, um médico americano lançou uma dieta que soava como heresia criminosa. Ela limitava o consumo de frutas e pães, os alimentos mais recomendados pelos caçadores de gordura, e liberava a ingestão de gorduras e carnes. Robert Atkins vendeu mais de 15 milhões de livros no mundo e ganhou fama de picareta. Ele acreditava que o açúcar (e o nível de insulina provocado por ele) era o verdadeiro responsável pelo aumento de peso e doenças entre seus conterrâneos. As gorduras, ele dizia, estão longe de ser vilãs.

E ele tinha razão. Pelo menos em parte. Os avanços da endocrinologia permitiram que os estudos acompanhassem a reação do corpo aos diferentes tipos de alimento e provassem que as gorduras não fazem só mal. Elas realmente elevam o colesterol ruim (conhecido como LDL), mas algumas elevam também o colesterol bom (conhecido como HDL). O HDL faz bem ao coração. Além disso, está ficando claro que comer um pouco de gordura sacia a fome. Assim, quando ingerimos gorduras de menos, acabamos comendo açúcar demais.

A questão é que nem toda gordura é igual - há muitos tipos delas, cada uma com uma estrutura molecular diferente e, conseqüentemente, com um efeito distinto sobre o corpo. Para resumir, gorduras sólidas são piores que as líquidas. As sólidas são de dois tipos: saturadas (como a manteiga) e trans - também chamadas de gorduras vegetais hidrogenadas (como a maior parte das margarinas). Já as gorduras líquidas são insaturadas, como azeite e óleos presentes em castanhas. Essas são melhores porque aumentam o HDL. As gorduras líquidas também são divididas em dois grupos: monoinsaturadas (abacate, nozes, azeite) e polinsaturadas (peixe, óleo de soja). As gorduras polinsaturadas são as únicas que o corpo não produz sozinho, e elas também vêm em dois tipos: ômega-3 e ômega-6. A ômega-6, que está no óleo de soja, nas carnes e nos laticínios, é muito abundante nos alimentos, e portanto você não precisa se preocupar em consumi-la. Mas a ômega-3 é rara, daí a importância de comer peixe, frutos do mar e óleos de canola e linhaça.

Por muito tempo, a gordura saturada foi vista como a pior. Mas hoje se sabe que ela, ao mesmo tempo em que aumenta o LDL, aumenta também o HDL - ou seja, não faz só mal. Hoje é na gordura trans que a etiqueta "Livre-se disso!" se dependura. O processo de hidrogenização - que consiste em adicionar hidrogênio à gordura vegetal - permite que o produto dure mais tempo na prateleira do supermercado, mas eleva muito o LDL no sangue. Um ótimo negócio para os fabricantes, um péssimo negócio para você. Seu corpo vai agradecer se sorvete, batata frita de saquinho e margarina forem trocados por sorbet, brócolis e azeite. Além disso, é bom ficar atento aos rótulos e evitar produtos que têm "gordura vegetal hidrogenada" na lista de ingredientes.

A reabilitação das gorduras fez emergirem acusações contra outro grupo de alimentos: os carboidratos. A idéia de emagrecer comendo bacon no café da manhã convenceu muita gente cansada de privações na tentativa de perder peso. Hoje, milhões de pessoas (26 milhões só nos Estados Unidos) seguem dietas que limitam a ingestão de carboidratos. Muitos nutricionistas estão esperneando, afinal não há estudos que garantam que tanta proteína e gordura não tenha efeitos negativos a longo prazo. Para atender à nova demanda, a indústria de alimentos estampou "sem carboidratos" ou "baixo índice glicêmico" nas embalagens.

"Índice glicêmico" é a medida do nível de glicose que o alimento gera no sangue. Carboidratos como grãos integrais e frutas têm índice glicêmico baixo - eles são ricos em fibras, que retardam a absorção de açúcar. Outros, como pão e arroz brancos, batata e açúcar têm índices altíssimos. Eles elevam rapidamente a taxa de glicose no sangue e forçam o corpo a armazenar o excesso dentro das células. Quem faz o trabalho de armazenamento é a insulina. Quando comemos alimentos de alto índice glicêmico, produzimos muita insulina de uma só vez. O excesso do hormônio diminui o nível de glicose no sangue e a queda faz o corpo pedir mais, gerando a sensação de fome. Ou seja, consumir muita comida com alto índice glicêmico pode aumentar a compulsão alimentar. E não é só isso: está ficando mais claro que esses altos e baixos na produção de insulina podem levar a diabetes tipo 2, uma doença séria, cuja incidência está explodindo.

A má notícia é que isso significa abrir mão de comer arroz branco e batata todo dia. Além de índice glicêmico altíssimo, eles têm poucos nutrientes comparados a substitutos como brócolis ou ervilhas. E, se você acha impossível substituir arroz, passe em uma loja de produtos naturais. Amaranto, cevada, e quinoa são só alguns dos grãos que você deixa de lado ao optar pela monotonia alva do arroz nosso de cada dia.

Para resumir: não há heróis ou vilões. Gorduras e carboidratos devem estar presentes nas dietas. Entre as gorduras, prefira as dos peixes, nozes e azeite de oliva. E, entre os carboidratos, escolha aqueles presentes em grãos integrais, frutas e verduras. Arrume substitutos para manteiga, margarina, carne vermelha, arroz branco, batata... Substituir alimentos pode ser mais importante do que cortá-los. Experimente trocar a alface-americana da sua salada por espinafre, que tem diversos nutrientes e fibra. E alterne bifes com soja, frango ou peixes. Há muitos indícios de que carne vermelha tenha relação com diversos tipos de câncer.

Conta corrente

Lembre-se de que todo grupo de alimentos tem uma função importante. "Os carboidratos são nossa conta corrente. Possibilitam os esforços físicos diários, como subir uma escada. Já a gordura forma nossa caderneta de poupança. O corpo só usa gordura para esforços mais longos, como exercícios físicos prolongados", diz Annete Abdo. Nesse cenário, proteínas seriam nossa credibilidade. Formam a estrutura que nos permite abrir a conta no banco - ou seja, são a massa corporal. Sem elas, não há conta corrente nem caderneta de poupança.

A metáfora é valiosa em tempos em que a economia fala tão alto. Se você tira todo seu dinheiro da conta corrente (consome poucos carboidratos), vai usar o dinheiro da caderneta de poupança (gordura). O gerente do banco vai achar estranho que você esteja gastando suas reservas e vai cortar seus benefícios (para se proteger da escassez, o corpo reduz o metabolismo). Sem investimentos você perde credibilidade (a massa corporal) e se você precisar de um empréstimo (comer algo mais calórico) seu banco vai cobrar juros altíssimos (você engorda muito mais rápido). É por isso que o único jeito eficiente de mexer em investimentos sem conseqüências desastrosas é ganhar credibilidade. Comer com moderação e fazer exercícios físicos regularmente, que aumentam a massa corporal e dão agilidade ao metabolismo.

Evite ações de alto risco (dietas muito radicais), diversifique investimentos (não coma apenas um grupo de alimentos: variedade é o outro mantra da alimentação). E, lembre-se, muito lucro pode sair caro. Nossa obstinação por barganhas pode se reverter em alguns anos de vida a menos.


Fonte: http://super.abril.ig.com.br/superarquivo/2004/conteudo_125274.shtml


Apesar da matéria ter sido bem abrangente sobre como nos alimentarmos bem, de forma racional, não devemos descartar um acompanhamento nutricional e/ou de um médico especializado em endocrinologia, principalmente aos que estão acima do peso, obesos e os que tem problemas de falta de apetite.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Reprimir desejo por chocolate causa efeito reverso, diz estudo

Psicólogos britânicos descobriram que pessoas que reprimem o desejo por chocolate podem acabar comendo ainda mais quando resolvem ceder à vontade.

Uma equipe de estudiosos da Universidade de Hertfordshire analisou 130 voluntários, divididos em dois grupos.

Liderados pelo psicólogo James Erskine, os pesquisadores pediram aos participantes do primeiro grupo que reprimissem seus pensamentos sobre chocolate e aos do segundo, que os manifestassem em voz alta.

Em seguida, os estudiosos distribuíram chocolates para todos os voluntários e perceberam que os que haviam contido o desejo num primeiro momento comeram quase o dobro da quantidade consumida pelos que haviam falado abertamente sobre sua relação com o alimento.

Este comportamento foi observado especialmente entre as mulheres.

Os psicólogos concluíram que conter o desejo de comer chocolate pode causar um efeito reverso, um fenômeno psicológico que ocorre quando nos dedicamos intensamente a um objetivo e obtemos o resultado exatamente contrário.

"O pior que se pode fazer a uma pessoa que está de dieta é dizer para não pensar em chocolate. Nós devemos tentar diminuir o consumo do produto oferecendo alternativas, mas não impondo a abstinência", disse James Erskine.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u338702.shtml


Comer ou não comer, eis a questão?

Comer moderadamente é a solução!

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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Nutricionista diz que população não reconhece frutas e vegetais como alimento

Gláucia Gomes
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Os brasileiros têm dificuldade em reconhecer frutas e vegetais como ingredientes necessários para uma dieta alimentar balanceada e não vêem esses alimentos como comida. A afirmação é da professora e mestre em Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), Verônica Ginani.

Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação, a nutricionista faz uma constatação: o brasileiro desconhece os frutos específicos de cada região. Pitomba, lobeira, tucumã, pupunha, baru e cagaita são exemplos de alimentos subutilizados e, muitas vezes, desconhecidos por grande parte da população brasileira. Ela garante, entretanto, que a utilização de alimentos de origem vegetal possibilitam uma dieta saudável, barata e de acesso facilitado.

Também é preciso enxergar nos alimentos uma fonte de prazer e de nutrientes. Nesse processo, a educação nutricional é importante. Ela destacou ainda que para se ter uma alimentação saudável é preciso quatro práticas importantes: quantidade, qualidade, harmonia e adequação.

“É preciso consumir a quantidade de alimentos necessários para atender a todas as nossas necessidades; a qualidade dessa alimentação deve ser composta por todos os nutrientes que a gente precisa para repor perdas; o consumo deve ser de forma harmoniosa, atendendo a uma proporção entre si; e por último, devem estar adequados à situação de cada um: a idade, o sexo, altura, a classe social e cultura”, analisou.

Verônica destacou que as diferenças regionais não interferem na qualidade da nutrição. Segundo ela, em todos os estados do país, é possível encontrar tipos variados de alimentos ricos em vitaminas e nutrientes necessários à saúde. Para ela, é preciso divulgar os alimentos pouco conhecidos para que eles sejam explorados pela população de maneira sustentável.

“Não adianta divulgar pratos e receitas com alguns ingredientes que não vão ser encontrados nos supermercados. Tão pouco colocá-los nos supermercados destruindo a natureza, explorando sem critério, sem plantar e renovar essas fontes. É preciso buscar a renovação, mas de forma sustentável”, disse a nutricionista.

Segundo Verônica, o brasileiro encontra condições adequadas para se alimentar bem, já que um prato de arroz com feijão, carne e salada é grande fonte de energia, proteínas, fibras, vitaminas e minerais. A professora salientou ainda que alguns hábitos alimentares estão mudando por causa da influência norte-americana, que privilegia sanduíches, embutidos e refrigerantes. Para Verônica, o consumo excessivo desses alimentos são inadequados à saúde.

Sobre a qualidade nutricional dos alimentos que compõem a cesta básica brasileira, a nutricionista falou que apesar de a elaboração estar relacionada a alimentos específicos de cada região, existem carências de diversos nutrientes por causa da impossibilidade de se incluir alimentos perecíveis como frutas, hortaliças e vegetais, importantes na complementação da cesta. Apesar disso, ela acredita que tem sido válida a incorporação de vitaminas e minerais, em alimentos enriquecidos, e citou exemplos como a farinha de trigo enriquecida com ferro; e o sal, com iodo.

“Isso realmente é eficaz em determinadas patologias, como é no Brasil em relação ao bócio [aumento do volume do pescoço por causa de doença na tireóide], mas a gente tem uma dificuldade muito grande de incorporar nas cestas básicas as hortaliças e as frutas, porque são altamente perecíveis e as vezes a própria comunidade não tem o hábito de utilizar”.

O Dia Mundial da Alimentação, comemorado amanhã (16), tem como tema este ano “O Direito à Alimentação”. A data é celebrada em mais de 150 países. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), 854 milhões de pessoas em todo o mundo ainda permanecem subnutridos.


Fonte: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/10/15/materia.2007-10-15.8386347971/view


Reportagem que mostra alguns motivos que o brasileiro não inclui alimentos essenciais à qualquer dieta como frutas e vegetais no seu dia-a-dia.

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domingo, 14 de outubro de 2007

Cientistas identificam circuitos cerebrais que regulam ato de comer

Uma equipe de cientistas britânicos identificou os circuitos cerebrais que "decidem" quanto uma pessoa quer comer e o quanto ela gosta do que está ingerindo, o que poderia ajudar a descobrir um tratamento para combater a obesidade.

Um artigo publicado hoje na revista científica britânica Nature indica que apenas um hormônio, o PYY, é responsável por controlar a atividade cerebral que regula como uma pessoa se comporta à mesa.

Dirigidos por Rachel L. Batterham, do departamento de Medicina do University College de Londres, os pesquisadores usaram o hormônio PYY, encarregado de regular o apetite, para investigar que áreas do cérebro controlam o que ingerimos.

Estudos anteriores feitos em animais sugeriram que o PYY atuava nas regiões homeostásicas do cérebro (hipotálamo e talo encefálico), mas até agora não se conhecia como o hormônio regulava a sensação de saciedade nos humanos.

A partir de ressonâncias magnéticas, a equipe descobriu que o PYY não apenas interferia nas fases homeostásicas iniciais do cérebro, mas agia nas regiões córtico-límbicas, que determinam quão gratificante e prazeroso é o que ingerimos.

"Ficamos surpresos ao descobrir que esta grande mudança na atividade cerebral em resposta ao PYY se dá no córtex orbitofrontal do cérebro", afirmou Batterham, acrescentando que os testes também revelaram que, quanto maior a atividade nesta área, menor a vontade de comer.

Participaram da experiência oito pessoas de peso normal. Após ficarem 14 horas sem comer, a metade recebeu soro intravenoso com PYY durante 100 minutos, enquanto os demais receberam um placebo.

Depois de meia hora, os cientistas disseram que eles poderiam comer tudo o que quisessem. Com isso, descobriram que todos os que receberam PYY ingeriram 25% menos calorias que os outros.

Segundo Batterham, o próximo passo será investigar se o tratamento funciona da mesma forma com pessoas com sobrepeso ou muito magras.

O objetivo é entender em sua totalidade como funcionam as regiões do cérebro que regulam o que comemos, a fim de desenvolver tratamentos mais específicos para pessoas que sofrem de obesidade.


Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1988364-EI8147,00.html


Muito interessante esta pesquisa, pois muitos casos de problemas com a obesidade estão diretamente relacionados à questões fisiológicas, como problemas hormonais.

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sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Pesquisa constata altas taxas de obesidade em crianças

(BR Press*) - A obesidade e as dislipidemias são os principais fatores de risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares, que podem se iniciar precocemente. É cada vez maior o número de crianças que apresentam obesidade, e este quadro está diretamente relacionado às mudanças no modo de viver, particularmente ao sedentarismo e ao maior consumo de gorduras e açúcares.

As alterações do perfil lipídico, com início na mesma faixa etária, ocorrem silenciosamente, sendo a lesão aterosclerótica somente diagnosticada na idade adulta. Nesse sentido, Sueli Gama e equipe da Fundação Oswaldo Cruz resolveram avaliar a prevalência de dislipidemias em crianças em idade escolar.

Baixa renda

Foram avaliadas 356 crianças atendidas no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, da Fiocruz, entre fevereiro e julho de 2004. De acordo com artigo publicado na edição de setembro de 2007 dos Cadernos de Saúde Pública, "no trabalho, foram estimados os indicadores do perfil lipídico, estado nutricional, pressão arterial e atividade física em escolares atendidos em unidade básica de saúde localizada em área de baixa renda da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Além disso, foram analisados os padrões de consumo alimentar, para melhor compreender os hábitos alimentares da população de crianças de regiões empobrecidas". Os resultados mostram que 10,7% das crianças apresentaram sobrepeso e 68,4% níveis alterados no lipidograma, sendo 18,6% com LDL-colesterol alto.

Histórico familiar - Entre os comportamentos familiares de risco para doenças cardiovasculares sobressaíram o consumo de álcool e o fumo, com metade das famílias apresentando pelo menos um destes comportamentos. Além disso, a equipe verificou que o sedentarismo observado nas crianças indica a recomendação de prática regular de atividade física a partir de seis anos.

Segundo os pesquisadores, a alta prevalência dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares desde a infância e a evidência de alimentação infantil inadequada indicam a necessidade de desenvolver uma estratégia preventiva, procurando atingir toda a família, de forma a alterar os padrões de ingestão de alimentos das populações de baixa renda em direção a comportamentos mais saudáveis.

(*) Com Agência Notisa.


Fonte: http://br.news.yahoo.com/s/11102007/11/saude-pesquisa-constata-altas-taxas-crian.html


Por isso é essencial os pais se atentarem desde cedo com a alimentação de seus filhos, para evitar maus hábitos alimentares na fase adulta, problemas de obesidade infantil e suas consequências para a saúde.

E um feliz dia das crianças!

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DIA DE COMBATE À OBESIDADE

Por Isabelle Lindote


Outubro é o mês das crianças, certo? Mas não são apenas elas que devem ser lembradas nessa época. No dia 11 de outubro é comemorado o Dia Mundial de Combate à Obesidade, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma epidemia. O excesso de peso faz milhares de vítimas todos os anos, por isso a data tem o objetivo de conscientizar a população a mudar os hábitos alimentares e estimular medidas preventivas.

A obesidade é uma doença crônica que precisa ser tratada com a união entre reeducação alimentar, atividade física e, quando necessário, apoio psicológico. Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo têm Índice de Massa Corpórea (IMC) maior que 30, o que caracteriza obesidade tipo I. Esse fator pode desencadear problemas de saúde, como diabetes tipo 2, hipertensão, disfunções cardíacas e nas articulações, entre outras.

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Diabetes, 80% das pessoas que tem diabetes são obesas. Segundo dados recentes, 24% da população adulta dos Estados Unidos tem síndrome metabólica, uma complicação decorrente da obesidade. Eles são o país que tem a situação mais complicada: 61% da população, a partir de 25 anos, tem sobrepeso (IMC entre 25 e 30).

O número de crianças obesas também tem crescido de forma assustadora, o que faz com que doenças antes restritas aos adultos atinjam os pequenos. A melhor forma de evitar que a população se torne ainda mais gorda no futuro é ensinar aos pequenos os benefícios da alimentação correta. Diante da oferta publicitária e das “facilidades“ da vida moderna, as tentações estão em cada esquina. Por isso, fazer exercícios físicos regularmente e escolher com consciência o que colocar no prato é essencial.

Grupos de apoio, como Vigilantes do Peso e Meta Real, ajudam a quem tem dificuldade de manter o controle sozinho. Reuniões semanais, com pesagens e orientações nutricionais, fazem com que o obeso não se sinta sozinho e possa dividir suas dúvidas com outras pessoas. O importante é encontrar seu modo de emagrecer com saúde.


Fonte: http://bemleve.ig.com.br/nutricao/dia-de-combate-a-obesidade/953


Vamos comemorar este Dia Mundial de Combate à Obesidade devidamente, ou seja, nos alimentando bem, obesos ou não, para cuidarmos melhor da nossa saúde!

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Parar de ingerir doces pode prolongar a vida em até 15 anos


O Instituto de Nutrição Humana, da Universidade de Jena, na Alemanha, realizou um estudo, no qual comprova que parar de comer doces e carboidratos pode ampliar a expectativa de vida em até 15 anos.

Os pesquisadores realizaram experiências com minhocas e analisaram que o corte da ingestão de glicose, levou o organismo dos animais a aumentar a produção de radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento.

Todavia, a falta de glicose fez com que seus organismos reagissem aos radicais livres, produzindo enzimas de defesa contra estas moléculas e aumentando a expectativa de vida em 20%, o que equivaleria a uma década e meia a mais nos humanos.


Fonte: http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_frame.asp?cod_noticia=2451


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Refrigerante e a saúde da mulher

É o que mostra uma pesquisa feita por cientistas da Universidade de Tufts,em Boston nos Estados Unidos.

O estudo foi feito com cerca de 1400 mulheres e 1120 homens e o objetivo era pesquisar e medir a densidade mineral óssea dos organismos masculino e feminino.

O resultado revelou que as mulheres que beberam refrigerantes do tipo cola durante o período dos testes,apresentaram uma elevada redução dos níveis de densidade óssea.

A perda de densidade nos ossos pode provocar sérios problemas ao longo do tempo,o principal deles é a osteoporose. Já os homens que beberam este tipo de refrigerante, não apresentaram o mesmo problema. De qualquer forma,os cientistas informam que ainda precisam ser feitos testes mais aprofundados.

Por Marco de Cardoso


Fonte: http://br.news.yahoo.com/s/30092007/36/ ... ulher.html

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